“Ás vezes eu sinto que há um buraco em mim. Um vazio que, ás vezes, parece queimar. Acho que se pudéssemos ver o coração das pessoas veriam o meu em chamas. Eu sonho em ser inteira... Em não dormir toda noite desejando algo mais completo do que posso ter, quando o vento está quente e os grilos cantam, sonho com um amor que faça até o tempo parar, ou com a felicidade constante. Quero ser vista. Não sei. Talvez eu já tenha tido a minha felicidade. Não quero acreditar nisso, mas no fim da noite eu ainda me vejo sozinha, e no clarear do dia ainda estou onde não devia estar mais insisto em ficar. Não espero um príncipe em um cavalo branco, e eu sei que muitos não esperam uma princesa em apuros, e a princesa cansa de esperar e sai à procura, não do príncipe mais da felicidade incondicional. E a fantasia, o imaginário pode ser tão melhor do que o real, mais o real pode ser tão mais excitante do que a fantasia. O previsível mortifica. E sempre estamos divididos entre o que queremos e o que temos. E eu vivo no vazio.”
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Igualzinho ao que acontece com todas as pessoas, num trecho ou outro da estrada, eu já senti tanta dor que parecia que os golpes haviam me quebrado toda por dentro. Não sabia se era possível juntar os pedaços, por onde começar, nem se o cansaço me permitiria movimentos na direção de qualquer tentativa. Quando o susto é grande e dói assim, a gente precisa de algum tempo para recuperar o fôlego outra vez. Para voltar a caminhar sem contrair tanto os ombros e a vida. Um espaço para a gente quase se reinventar.
O tempo passa. O fôlego retorna. Parece milagre, mas as sementes de cura começam a florescer nos mesmos jardins onde parecia que nenhuma outra flor brotaria. A alma é sábia: enquanto achamos que só existe dor, ela trabalha, em silêncio, para tecer o momento novo. E ele chega e você percebe que o mundo não para pra você reconstruir o seu coração, ele deve estar sempre em constante reconstrução.
O tempo passa. O fôlego retorna. Parece milagre, mas as sementes de cura começam a florescer nos mesmos jardins onde parecia que nenhuma outra flor brotaria. A alma é sábia: enquanto achamos que só existe dor, ela trabalha, em silêncio, para tecer o momento novo. E ele chega e você percebe que o mundo não para pra você reconstruir o seu coração, ele deve estar sempre em constante reconstrução.
"E, mesmo quando o vento consegue derrubar um dos meus pilares, me alegra ver que tenho gente pronta pra me reformar."
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